| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Columbiformes |
| Família: | Columbidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Columbinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. cayennensis |
A pomba-galega é uma ave columbiforme da família Columbidae.
Também conhecida como pomba-dourada (São Paulo, litoral sul), pocaçu, pomba-pocaçu, pomba-santa-cruz, pomba-verdadeira, pomba-legítima, pomba-mineira, pomba-gemedeira, pomba-do-ar (São Paulo), pomba-zuleica (São Paulo), pomba-azulega (São Paulo) e pomba-saleira(Paraná).
Seu nome científico significa: do (grego) patageö = barulho, barulhento; e oinas = pomba; e do (latim) cayannensis = referente a Cayena na Guiana Francêsa. ⇒ Pombo barulhento da Guiana. ou pombo barulhento de Cayena.
Mede entre 25,5 e 26,5 centímetros de comprimento e pesa entre 167 e 262 gramas. (Baptista et. al, 2016).
O alto da cabeça, pescoço, manto e peito são da cor vinho. O restante da plumagem é cinza-azulado, a nuca tem reflexos metálicos. As pontas das retrizes (penas da cauda) são pardo-claras.
Tem um canto alto e acelerado: “gu-gúk, gúk-gu”.
Possui seis subespécies reconhecidas:
(ITIS - Integrated Taxonomic Information System, 2015).
É granívora e frugívora. Com um rápido movimento lateral do bico vira as folhas mortas para descobrir sementes e frutos caídos, esse movimento também é utilizado para extração de sementes em fendas.
No período de acasalamento (setembro a dezembro), os machos brigam em disputas acirradas, chegando mesmo a caírem juntos ao solo. Durante o cortejo o macho costuma fazer reverências para a fêmea. Os casais são inseparáveis e fazem ninhos tão ralos, olhando-os por debaixo, consegue-se ver os ovos. Normalmente são postos 2 ovos de cor branca.
A pomba-galega (P. cayennensis) pode por vezes cruzar com a pomba-asa-branca (P. picazuro), gerando híbrido (Crozariol & Indiani 2010).
Vive na orla da mata, pousa comumente em embaúbas e sobre árvores isoladas nas margens dos rios. Voa bem. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos; para a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não saltita nunca. Boceja. Não esconde a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho. Após o macho ter galado a fêmea, ela “gala” o macho.
Comum em campos com árvores isoladas, árvores nas margens de rios, bordas de florestas, capoeiras e manguezais. Vive solitária ou aos pares, associando-se em bandos fora da época da reprodução. Pousa no alto das árvores, geralmente em locais bem visíveis.
Presente em todo o Brasil, e também do México à Argentina e Uruguai.